Die vorliegende Arbeit konzentriert sich auf den Hegelianismus als intellektuelle Strömung in Portugal, insbesondere in den drei großen Wissensbereichen, die den Kern des Hegelschen Denkens darstellen. Sie bilden die drei wesentlichen Teile der Dissertation: Erstens die Geschichte, wobei Hegel für seine Zeit neuen Theorien einführte, beispielsweise durch Konzepte wie Historizität oder Geschichtsbewusstsein. Zweitens die Philosophie, die Hegel durch innovative Konzepte in der Ontologie, Erkenntnistheorie oder Dialektische Metaphysik erweiterte und vorantrieb, ebenso definieren Teile seines Denkens bis heute die moderne Philosophie. Schließlich die Politik, in der durch die philosophische Hermeneutik von Hegels Denken zu unterschiedlichen Interpretationen führten und Typologien mit klaren sozialen, politischen und rechtlichen Konnotationen möglich wurden, die auch im portugiesischen intellektuellen Milieu spürbar waren. Die Referenzchronologie legt den Fokus zunächst auf die Generation der 1870er Jahre, die ihren Ursprung im Jahr 1865 hat, als viele der Studierende dieser Generation ihr Studium abschlossen und nach Lissabon zogen, während das Jahr 1933 das Ende eines Zyklus darstellt und dem liberalen System ein endgültiges Ende setzt. Es ist daher ein wichtiger ideologisch-politischer Grenzstein im zeitgenössischen Portugal, da in dieser Zeit der Weg für die Institutionalisierung einer neuen Periode geebnete wurde, weshalb wurde es, als ein sinnvoller Endzeitpunkt erscheint, über den hinaus möglichsten nicht verlängert werden sollte. Das einleitende Kapitel begründet diese Entscheidungen und erläutert die zentralen Aspekte der These und beschriebt vorab auf die Ziele und Hypothesen, die die Untersuchung geleitet haben. In dieser Einleitung werden auch die wesentlichen methodischen Orientierungen und Perspektiven vorgestellt, die bei der Ausarbeitung der Arbeit verfolgt wurden: 1. Begriffsgeschichte 2. Kulturtransfers 3. Rezeptionstheorie und Ästhetik der Rezeption 4. Hermeneutik und Intellektuelle Konstellationen.
This study focuses on the manifestation of Hegelianism as a current of thought, always multiple and varied, in the Portuguese intellectual landscape. It will encompass the dimensions of history, philosophy and politics, which are areas of knowledge and practice, but also present their own social and cultural spheres, where those thoughts sprang to life. The chronology of reference embraces a time of deep transformations, corresponding to the 1870´s generation up until the new political course in 1933 (Salazarism), which makes Hegel's thought all the more interesting. Following the hypothesis that Hegelian developments in other cultural universes had, likewise, a reflex in Portugal, one of the main objectives of this study was the establishment of a possible typological framework. Since Hegel´s ideas came to be understood through a process of interpretation and appropriation, this will imply a hermeneutical perspective regarding the subject of Hegelianism. The modern approaches of studying history, especially from the point of view of theory, owe much to the Berlin philosopher, because many concepts meant to understand recent traits of historical reflection trace back to him. His dialectical understanding will leave a lasting imprint on the discipline of philosophy. Finally, the ideas behind political struggles found in him an effective and dynamic theoretical basis. This led intellectuals in Portugal to seek for the philosopher’s dialectical attitude, which I endeavor to demonstrate from a collection of different sources, mostly mediated by other cultures but also more directly through Germanized Portuguese nationals. These marks appear in a variety of contexts and take different forms, such as studies, correspondences, translations or even political discourses. One could conclude that Hegelian philosophical currents were of utmost importance in the thinking about modernity and, even if not as thoroughly understood or studied as other intellectual movements, will probably have the most enduring presence in the Portuguese context.
A tese aqui apresentada tem como foco as marcas do Hegelianismo em Portugal enquanto corrente intelectual, sobretudo nas três grandes áreas de conhecimento em que o pensamento do filósofo teve maior expressão, constituindo-se estas respectivamente como diferentes partes da tese. Primeiramente a história, tendo Hegel introduzido novas teorias a esse respeito através das concepções de historicidade e consciência histórica. Depois a filosofia, com inovações no foro da ontologia, epistemologia ou ainda da metafisica dialéctica que constituem importantes avanços perante toda a filosofia anterior e definem a filosofia moderna. Finalmente a política, que pela via da hermenêutica filosófica do pensado de Hegel deu lugar a diferentes interpretações e tipologias, com claras conotações sociais, políticas e jurídicas, as quais se fizeram também sentir no meio intelectual português. A cronologia de referência coloca o foco em primeiro lugar na geração de 70, que tem a sua gênese nos anos de 1865, quando muitos dos estudantes dessa geração terminam os estudos e se mudam para Lisboa. Já a data de 1933 é o fim de um ciclo, pondo termo definitivo ao sistema demo-liberal tradicional, sendo um marco ideológico-político importante no Portugal contemporâneo ao dar lugar à institucionalização de um novo período, pelo que se considerou ser uma boa data para além da qual, dentro do possível, não se deveria alargar. O capítulo de introdução justifica essas escolhas e elucida os eixos directores da tese, bem como aponta preliminarmente os objetivos e hipóteses que guiaram a investigação. Nessa introdução também se apresentam as principais orientações metodológicos e perspectivas seguidas na elaboração da tese, que são as da 1. História Conceptual 2. História das Transferências Culturais 3. Teoria e Estética da Recepção 4. Hermenêutica e Constelações Intelectuais. A tese aqui apresentada tem como foco as marcas do Hegelianismo em Portugal enquanto corrente intelectual, sobretudo nas três grandes áreas de conhecimento em que o pensamento do filósofo teve maior expressão, constituindo-se estas respectivamente como diferentes partes da tese. Primeiramente a história, tendo Hegel introduzido novas teorias a esse respeito através das concepções de historicidade e consciência histórica. Depois a filosofia, com inovações no foro da ontologia, epistemologia ou ainda da metafisica dialéctica que constituem importantes avanços perante toda a filosofia anterior e definem a filosofia moderna. Finalmente a política, que pela via da hermenêutica filosófica do pensado de Hegel deu lugar a diferentes interpretações e tipologias, com claras conotações sociais, políticas e jurídicas, as quais se fizeram também sentir no meio intelectual português. A cronologia de referência coloca o foco em primeiro lugar na geração de 70, que tem a sua gênese nos anos de 1865, quando muitos dos estudantes dessa geração terminam os estudos e se mudam para Lisboa. Já a data de 1933 é o fim de um ciclo, pondo termo definitivo ao sistema demo-liberal tradicional, sendo um marco ideológico-político importante no Portugal contemporâneo ao dar lugar à institucionalização de um novo período, pelo que se considerou ser uma boa data para além da qual, dentro do possível, não se deveria alargar. O capítulo de introdução justifica essas escolhas e elucida os eixos directores da tese, bem como aponta preliminarmente os objetivos e hipóteses que guiaram a investigação. Nessa introdução também se apresentam as principais orientações metodológicos e perspectivas seguidas na elaboração da tese, que são as da 1. História Conceptual 2. História das Transferências Culturais 3. Teoria e Estética da Recepção 4. Hermenêutica e Constelações Intelectuais.
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